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Vacina criada no Brasil poderá combater o câncer de pele

Capaz de agir contra o câncer de pele, uma substância desenvolvida por pesquisadores brasileiros tem alcançado resultados bastante promissores. Derivada de células tumorais, essa terapia genética em forma de “vacina” poderá combater tumores malignos preexistentes. A eficácia da substância foi recentemente comprovada em testes realizados com camundongos. No entanto, antes de chegar ao mercado, a vacina ainda deve passar por um cronograma padrão de processos e validações. Segundo estimativas, esta fase poderá durar cerca de oito anos.

Durante o período, serão realizadas as próximas etapas do estudo, que envolvem inclusive o teste da vacina em tecido humano. O material, proveniente de amostras clínicas de cirurgias, será obtido pelos pesquisadores por meio de parcerias com hospitais. Dessa forma, será possível avaliar o desempenho in vitro da vacina. Além da possibilidade de curar o câncer, o destaque da substância é estabelecer uma “memória imunológica” antitumoral nos pacientes.

 

COMO FUNCIONA A VACINA

Para chegar ao estágio atual do estudo, pesquisadores brasileiros testaram várias combinações de células tumorais geneticamente modificadas. O trabalho teve início em 2012, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas/SP. Conforme um dos autores, Marcio Chaim Bajgelman (na foto acima), a imunização é basicamente composta por células tumorais autólogas. Ou seja, do próprio indivíduo que receberá tratamento. Por isso, apesar de ser chamada de “vacina”, é importante destacar que ela não se trata de uma imunização convencional. Isto significa que a substância poderá ser ministrada apenas a pacientes com câncer de pele – e não a pessoas saudáveis.

Injetada no organismo, a substância estimula a proliferação e a maturação de diferentes tipos de células de defesa. O objetivo do tratamento é evitar que as células tumorais se multipliquem descontroladamente. Como consequência, essas células tumorais são modificadas para que produzam imunomoduladores. Estes, por sua vez, estimulam as células de defesa do organismo a identificar e eliminar o câncer de pele.

Nos testes iniciais com camundongos, a vacina conseguiu curar a doença em 30% dos casos. Além disso, 40% das cobaias não voltaram a desenvolver câncer de pele, mesmo depois de injeções de células tumorais. Segundo Marcio Chaim Bajgelman, se tudo der certo, a vacina poderá chegar ao mercado em 2028.

 

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Foto: CNPEM/Divulgação
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