HPE Simplivity
Navigation
Topo

Fernando Meligeni: lições do tênis aplicadas aos negócios

Fernando Meligeni – também conhecido como “Fininho” – é um case e tanto. Como atleta profissional, escreveu seu nome como um dos maiores do tênis brasileiro. Medalhista olímpico em 1996, fez campanhas marcantes também em Wimbledon, Roland Garros, US Open e Aberto da Austrália. Ganhou respeito no circuito internacional ao bater ícones como Pete Sampras, David Nalbandián, Carlos Moyá e Andy Roddick. Aposentado das quadras, divide-se entre diversos projetos, que incluem um app de tênis e o trabalho como comentarista na ESPN. Do esporte, aliás, guarda lições que agora o ajudam a vencer os desafios no mundo dos negócios. A seguir, confira o bate-papo que o ex-tenista teve com o portal IT Management:

 

Fale-nos da sua trajetória. O que lhe vem à cabeça quando relembra a carreira de tenista profissional e qual a grande lição aprendida com o esporte?

Tive uma trajetória muito intensa. Alcancei objetivos que nem imaginava e tive o prazer de conviver no mais alto nível do esporte por mais de dez anos, enfrentando a nata do tênis. Lições foram muitas, mas acho que a principal foi amar o que quer que você decida fazer.

 

Na sua opinião, que características de um tenista bem-sucedido também se aplicam aos profissionais de outras áreas? O que o mundo dos negócios pode aprender com o esporte e vice-versa?

Acho que as duas áreas são muito parecidas. Estamos buscando ser o melhor que podemos ser; só conseguimos as coisas com muito trabalho e foco; e temos que amar demais o trabalho para alcançar resultados. Conviver com a pressão é outro aspecto em comum na vida em ambos os segmentos.

 

Você afirma que, no tênis, “se ganha com a cabeça”. Fale-nos sobre isso.

O esporte depende muito de detalhes. Todos jogam bem e querem muito ganhar. Não há espaço para fazer mais ou menos. A cabeça precisa jogar junto; ser positiva e estratégica. A diferença entre o melhor do mundo e o número 20 do mundo é muito menor do que se imagina…

 

A empatia tem sido considerada uma importante competência profissional. Na sua opinião, como ela ajuda tanto em quadra quanto no ambiente de negócios?

Erra muito feio quem acha que um bom atleta ou executivo tem apenas de ir lá e fazer o seu trabalho. Nos dias de hoje, todos precisam dar mais e, muito importante, ter os melhores ao seu lado. Por isso a empatia é tão fundamental.

 

Você tem contato constante com tenistas jovens. O que vê de diferente na geração atual em relação às anteriores?

É uma geração diferente. A maneira como se relacionam com as vitórias e derrotas não é igual. A concentração também é muito distinta. Acredito que os diferentes buscam o mesmo, porém de outras maneiras. O desafio é encontrar o equilíbrio ou entender quem está certo dentro dessas diferenças.

 

Certa vez você disse que “tudo começa com um sonho”. Você acredita que os sonhos estejam intimamente ligados à capacidade de realização?

Um atleta sem sonho não sai do lugar. Tudo começa com o sonho e com a sua busca. É muito mais fácil lutar, acordar cedo e ir trabalhar ou aceitar a derrota se temos um sonho claro.

 

Hoje você é empreendedor. Como tem sido seu dia a dia?

Estou atualmente muito voltado ao meu esporte, mas sempre tenho em mente abrir espaço e me jogar de cabeça em novos objetivos e possibilidades. Tenho um app de tênis chamado Somos Tênis, sou embaixador da marca Fila, trabalho na televisão e tenho mais alguns projetos na cabeça esperando a oportunidade para virar realidade.

 

Se você pudesse dar um conselho para o Meligeni do início da carreira, qual seria?

Pense grande. Acredite nos seus sonhos. Trabalhe muito duro. Escute e aceite as instruções dos seus técnicos. E não dê ouvidos às pessoas que só te mostram dificuldade.

 

Você poderia compartilhar conosco um livro e um filme que mais lhe inspiraram até hoje?

Livro eu indico “Winning Ugly”, do Brad Gilbert. Filme, Sociedade dos Poetas Mortos.

 

Lições do tênis aplicadas aos negócios

 

Foto: Fernando Meligeni/Divulgação
Categorias Ping-Pong