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Tecnologia brasileira permite extrair ouro do lixo eletrônico

Há muito tempo já não são mais apenas pilhas, baterias e lâmpadas que inspiram cuidados na hora do descarte. Com a onipresença de equipamentos eletrônicos e a oferta constante de novos modelos no mercado, aparelhos caem em desuso rapidamente. Assim, computadores, monitores, celulares, tablets e outros dispositivos aumentam a lista de itens que se candidatam ao lixo eletrônico (e-lixo). Ao mesmo tempo, cria-se um grande problema para a saúde e para o meio ambiente. Isso porque muitas pessoas não sabem de que forma devem providenciar o descarte desses resíduos tecnológicos. Apesar de existirem pontos de coleta e serviços especializados nesse serviço, eles ainda são pouco procurados ou até desconhecidos.

Em geral, a sucata eletrônica inclui mais de 20 tipos de componentes que podem ser extremamente prejudiciais. Mercúrio, chumbo, fósforo, cádmio e arsênico são alguns exemplos de metais pesados encontrados em diversos aparelhos eletrônicos. Por outro lado, os dispositivos também contêm metais considerados preciosos. Placas eletrônicas, celulares e tablets, por exemplo, possuem ouro, prata, cobre e paládio em alguns de seus componentes. Pensando na possibilidade de reaproveitar esses elementos, pesquisadores brasileiros estão investindo numa tecnologia inovadora para reciclar o lixo eletrônico. A ideia dos integrantes do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer é empregar processos mecânicos na extração dos metais precisos.

 

MINERANDO O LIXO ELETRÔNICO

Rematronic separa metais preciosos do lixo eletrônicoIniciado em 2014, o projeto do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) foi batizado de Rematronic. Por meio dele, os pesquisadores conseguiram extrair metais preciosos do lixo eletrônico ao explorar técnicas de hidrometalurgia e biometalurgia. Trata-se de processos empregados na chamada “mineração urbana”, que visa à extração de matérias-primas da forma mais pura possível. Combinadas, as duas técnicas possibilitam extrair metais preciosos e separar todos os outros componentes. Assim, outra vantagem da inovação é favorecer o descarte correto de todas as sobras do lixo eletrônico.

A iniciativa brasileira contou com investimento de R$ 8 milhões do BNDES e parceria de uma empresa privada. Dessa forma, a Gestora de Resíduos Industrial (GRI) deverá deter parte da propriedade intelectual da tecnologia do Rematronic. Agora, a equipe de pesquisadores está projetando uma planta industrial piloto para sair da escala de laboratório. A ideia é traçar as diretrizes de escalonamento, dimensionamento de custos e cálculo da viabilidade do negócio. Depois de computadores, celulares e tablets, o próximo passo do projeto é encontrar uma solução também para resíduos como pilhas e baterias. Confira o vídeo:

 

 

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Fotos: 1. iStock/Antonio Agudo Martinez | 2. CTI/Divulgação
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