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Canadá testa ferramenta de IA para reduzir índices de suicídio

Ela é usada diariamente nos filtros anti-spam do seu serviço de e-mails e na identificação de rostos em fotos digitais. Mas tal capacidade de reconhecer padrões permite que a Inteligência Artificial cumpra tarefas ainda mais valiosas para a humanidade. No Canadá, por exemplo, o governo quer transformar essa tecnologia numa aliada da prevenção ao suicídio. Isso porque tirar a própria vida é a segunda causa de morte mais comum no país. Um dado que se intensifica, especialmente, entre jovens de 10 a 19 anos.

Para cumprir seu objetivo, o pioneiro projeto conta com o auxílio da Advanced Symbolics. A empresa possui invejável track record em pesquisas de mercado com uso de tecnologia. Entre seus cases de sucesso estão os resultados das eleições canadenses de 2015 e das eleições nos EUA em 2016. Também acertou seu prognóstico quanto ao Brexit, cravando que o referendo no Reino Unido apontaria saída da União Europeia. Baseado nessas repercussões, o governo do Canadá anunciou a contratação da Advanced Symbolics para a nova – e nobre – tarefa.

 

INTERPRETANDO PADRÕES PARA IMPEDIR O SUICÍDIO

Depois de analisar determinado conjunto de dados, a IA organiza as informações para que sejam aproveitadas de diferentes maneiras. No projeto canadense contra o suicídio, as redes sociais servem como banco de dados para relacionar padrões de comportamento. A partir de uma amostragem de 160 mil perfis, a Advanced Symbolics monitora condutas que possam indicar tendências suicidas. Ou seja, a partir da análise de publicações abertas, a empresa traçará um perfil de comportamento de grupos e usuários. Assim, poderá identificar mais facilmente as características e as pessoas com probabilidade mais alta de cometer suicídio.

Feita a análise, a Advanced Symbolics poderá antecipar situações e alertar a Agência de Saúde Pública do Canadá (PHAC). A ideia é que a empresa consiga avisar as autoridades dois ou três meses antes das possíveis ocorrências. O monitoramento também ajudará a identificar mudanças nos padrões de comportamento, riscos e fatores de proteção. Tudo para que a Agência de Saúde Pública possa tomar atitudes preventivas nas regiões que apresentem maior vulnerabilidade para suicídio.

O projeto piloto deve seguir até o mês de junho de 2018, totalizando seis meses de duração. Depois, o governo terá opção de renovar o contrato com a empresa por um ano, até cinco vezes consecutivas.

 

Ilustração: iStock/ADragan
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