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Como a Inteligência Artificial fará emergir novas profissões

Somente no Brasil, desde 2015 e até 2020, a Federação Internacional de Robótica estima que serão comercializados 11.900 robôs industriais. Já o Fórum Econômico Mundial aponta que, no mesmo período, aproximadamente 7,1 milhões de empregos deixarão de existir no mundo. Os dados têm relação direta com as tarefas repetitivas desempenhadas no mercado de trabalho. Tal impacto da tecnologia e da Inteligência Artificial tem sido discutido em duas frentes principais. A primeira, mais pessimista, diz respeito ao receio de as máquinas ocuparem o lugar dos humanos. Já a visão positiva destas mudanças aponta para a criação de novas categorias profissionais em escala industrial.

No lugar de atividades braçais, o homem será envolvido cada vez mais em funções intelectuais. Ou seja, terá mais incentivo para desenvolver novas habilidades e ampliar conhecimentos enquanto os robôs resolvem o “trabalho pesado”. Entre as funções do futuro apontadas por Arthur Igreja, especialista em tecnologia, estão as de treinadores, tradutores e mantenedores. Saiba mais:

 

PARA TREINAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Entre as novas categorias de trabalho criadas pela tecnologia, Igreja destaca a função dos treinadores. Trata-se daqueles profissionais encarregados de treinar os sistemas de Inteligência Artificial. Para tanto, têm como missão verificar se o aprendizado de máquina está sendo assimilado corretamente. Dessa forma também é possível reduzir os erros dos sistemas. Os treinadores são responsáveis ainda por instruir as máquinas a imitar comportamentos humanos, como demonstrar empatia e serenidade, por exemplo. Tudo para tornar os robôs mais amigáveis.

 

PARA TRADUZIR OS ALGORITMOS

Muitas vezes é difícil entender o que levou um sistema a cometer determinado erro ou a tomar determinada decisão equivocada. Especialmente quando se trata de uma atitude que pode gerar consequências negativas. Por isso, os tradutores de algoritmos serão os profissionais recrutados para auxiliar empreendedores e empresários a compreender essas possíveis falhas. Mais do que isso, ajudarão a intervir junto à opinião pública. Afinal, mesmo que o ser humano possua um sistema de decisão extremamente falho, as pessoas confiam muito mais em outras pessoas do que na tecnologia. Prova disso é o impacto gerado por uma única notícia sobre um acidente com um carro autônomo. Seu efeito acaba sendo muito maior do que as 1,3 milhão de mortes registradas no trânsito em âmbito mundial.

 

PARA MANTER OS VALORES MORAIS E HUMANOS

Ainda nesta mesma linha, os mantenedores correspondem a uma categoria que caracteriza os novos empregos. Atualmente, apenas um terço das empresas que operam com Inteligência Artificial confia completamente em seus sistemas. Por isso, os mantenedores desempenharão um papel crucial para garantir que os robôs funcionem como previsto e sigam o que foi planejado. Nesse contexto, Igreja cita o surgimento do gestor de compliance de IA. Segundo ele, pessoas nessa função atuarão como vigilantes para manter as normas de valores morais e humanos. Assim, poderão intervir no momento em que um sistema agir de maneira inadequada.

Com sistemas do futuro cada vez mais autogovernáveis, profissionais mantenedores serão imprescindíveis para monitorar o comportamento da Inteligência Artificial. Além disso, caberá a eles descobrir as razões de resultados negativos e implementar correções apropriadas.

 

Ilustração: iStock/SIphotography
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