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Gestão da Correria: menos retrabalhos e saúde em dia

Por José Renato de Miranda*

Em determinada reunião, uma das diretoras de uma empresa comentou, exausta, sobre o cansaço decorrente da dinâmica das atividades profissionais. Reclamou da velocidade, quantidade de informações e da raivosa competição. Na mesma semana, a revista Época publicou reportagem com título “Desacelere: as vantagens de saber esperar num mundo dominado pela pressa”. Tudo isso tem a ver com a Gestão da Correria.

O cansaço daquela diretora é ou será o de tantos outros que ultrapassam certo volume de atividades, de dedicação ao negócio. No mercado atual, quando chegamos a este “certo volume”, vem o pior. A tecnologia digital o multiplica com facilidade, e a tendência é transbordar em desgastante estresse da diretoria até as equipes.

Para qualquer assunto, dos simples aos complexos, dos pessoais aos profissionais, a tecnologia digital produz desdobramentos imediatos. Daqui-dali-de lá surgem as informações indiretas ou paralelas, que nada tem a ver com aquele “certo volume”. Mas às quais você precisa dar atenção ou retorno; expressar-se de alguma maneira.

Nesse ritmo, começa a perder o domínio sobre seu tempo, porém luta para mantê-lo… E aí é que entra o fato traiçoeiro: a capacidade da tecnologia para articular informações passa a ilusão de que você pode administrar, tratar do tal volume. E do excedente. E ainda corresponder a todos acima.

Mas é humanamente impossível. Temos (ainda) sangue nas veias, e não fibra óptica.

Junto às atividades de trabalho e seus desdobramentos, precisamos entender que há vida social, familiar, pessoal e física para cuidar. Igualmente, os pedidos de atenção e retornos com quem convivemos. As pessoas vitoriosas crescem como empresárias e, em paralelo, crescem solicitações na vida familiar e social. As asas – e a quantidade de pessoas embaixo delas – aumentam com o sucesso!

 

GESTÃO DA CORRERIA: UM CAMINHO PARA O EQUILÍBRIO

Diante dos compromissos de trabalho e particulares acelerados pela tecnologia, o(a) empresário(a) entra na correria que causa estragos. São retrabalhos, perdas de clientes, furtos, conflitos familiares, fadigas, saúde abalada e muito mais. Perde a base do comportamento que o(a) fez bem-sucedido(a). Resumo dos efeitos nas empresas:

Ilusão do lucro . Preço formado para venda do produto ou serviço foi corroído pelas falhas e retrabalhos.

Prejuízo invisível . Corriqueiras divergências, desgastes internos (equipes) e externos (clientes) que, acumulados, botam morro abaixo os resultados e as conquistas ao longo dos anos.

Pouso forçado . Afastamento para se recuperar dos problemas no corpo e na mente causados por correria que nenhum ser suporta. Virá a “prisão domiciliar” – descanso obrigatório, fileiras de remédios e controladas refeições.

Logo, se a pessoa não parar para cuidar da saúde, a saúde é quem vai pará-la. Cai a qualidade do que nos move: sucesso, emoção, motivação. Precisamos domar a velocidade, colocá-la a nosso favor. É simples? Não. Trata-se de exercício profissional e pessoal de acordo com o que você quer como qualidade de trabalho, desejo de poder (ascensão e dinheiro com ou sem limite?) e de vida (atenção aos familiares, amigos e lazer).

Que tal comerçar hoje a Gestão da Correria? Trabalho, sucesso e dinheiro dão prazer quando a vida fica sob o seu controle.

 

*José Renato de Miranda atua na criação de modelos de gestão, especialmente empresas familiares, e fortalecimento de equipes dentro do fluxo da gestão. É diretor da Consultoria de Impacto – Gestão & Equipes, consultor e professor da Universidade Corporativa CDL Rio de Janeiro–Universidade Cândido Mendes (MBA), da Escola Nacional de Seguros-Funenseg, Sistema Fecomércio e Sebrae.

 

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Ilustração: iStock/hvsht
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