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Flexibilidade no trabalho: em que fase se encontra o Brasil?

Enquanto muitos brasileiros relatam atuação em formatos mais tradicionais, a flexibilidade no trabalho vem, timidamente, ganhando espaço no país. É o que demonstram duas diferentes pesquisas conduzidas recentemente sobre o tema. De um lado, a Randstad mostra que 75% dos brasileiros ainda cumprem expediente presencial nas empresas e em horário comercial. Entretanto, o grupo IWG reporta que 61% dos profissionais já atuam fora do escritório pelo menos uma vez na semana.

Ao todo, 33 países foram envolvidos na pesquisa da Randstad, que é líder global em soluções de recursos humanos. O estudo concluiu que as nações mais desenvolvidas são também as mais avançadas na adoção de maior flexibilidade no trabalho. Particularmente no Brasil, vive-se um processo de reformulação das relações trabalhistas e, neste cenário, as mudanças ocorrem de forma gradativa. Ou seja, aos poucos, as empresas começam a testar novas políticas de home office, horários flexíveis, trabalho remoto e afins. Já para o grupo IWG, tanto no Brasil quanto no mundo, a maior flexibilidade no trabalho tem as mesmas motivações. Entre elas estariam o corte de custos, a digitalização dos processos e a chance de evitar o trânsito das cidades.

 

PRÓS E CONTRAS DA FLEXIBILIDADE NO TRABALHO

Em sua pesquisa, o grupo IWG ouviu 18 mil profissionais de 96 países. Globalmente, o estudo mostrou que 70% dos profissionais trabalham pelo menos um dia da semana fora do escritório da empresa. Outro dado considerado foi que aproximadamente metade destes trabalhadores fica em casa quando pode trabalhar remotamente. Cafeterias são os locais escolhidos por 20% dos entrevistados, enquanto 25% preferem espaços específicos para negócios – como os de coworking. Ainda em âmbito global, 80% dos entrevistados consideram que a flexibilidade no trabalho ajuda a atrair e reter profissionais. Entre os brasileiros, o percentual é ainda maior: 86% dos trabalhadores avaliam que o fato auxilia na retenção de talentos. Enquanto isso, 67% dos profissionais acreditam que a possibilidade de trabalhar de qualquer lugar ajuda na hora do recrutamento.

No estudo do grupo IWG, 77% dos brasileiros acham que este modelo de trabalho flexível oferece mais qualidade de vida. Já a pesquisa da Randstad analisa a questão por outros ângulos. Conforme o estudo, 90% dos brasileiros creem que a flexibilidade no trabalho permite melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Além disso, para 86% dos entrevistados o fato aumenta a produtividade, a criatividade e os níveis de satisfação. Por outro lado, 38% dos brasileiros sentem que tal flexibilidade também gera grande pressão na vida pessoal. Isso porque nunca conseguem se desconectar completamente do trabalho. Ainda assim, 76% dos profissionais brasileiros declararam preferência por trabalhar fora da empresa, seja em casa ou em outros locais. No entanto, apenas 58% deles afirmaram receber das organizações os recursos e equipamentos necessários para viabilizar o trabalho remoto.

 

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Foto: iStock/Jelena Danilovic
Categorias Business Upgrade