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Investindo contra “fake news”, Facebook admite lucro menor

Ao longo de quase três anos, as receitas do Facebook seguem superando as previsões de forma consecutiva. Sem surpresas, portanto, os lucros da rede social subiram 61% no último trimestre de 2017. As cifras são fortemente impulsionadas pela facilidade de acesso à plataforma por meio de smartphones. No entanto, Mark Zuckerberg declarou que o ano passado foi um dos mais difíceis para a companhia. Tanto que, segundo o cofundador do Facebook, os necessários investimentos em segurança devem impactar os próximos resultados financeiros da empresa.

Somente nessa área, a ideia da gigante online é contratar mais 10 mil novos empregados até o fim de 2018. O reforço no investimento em capital humano será direcionado especialmente ao combate de abusos e fake news disseminadas através do Facebook. Após ser acusada de viabilizar influências externas nas eleições norte-americanas, a companhia deve basear sua atuação na precaução.

 

PROJETOS BRASILEIROS EM PROL DA SEGURANÇA NO FACEBOOK

Atento ao período eleitoral no Brasil, o Facebook decidiu financiar programas de conscientização voltados aos usuários locais. A ideia é incentivar a identificação e frear a disseminação de notícias falsas ou distorcidas no ambiente online. Depois de selecionar oito projetos brasileiros, a companhia escolheu dois que devem ser disponibilizados até o mês de junho. Desenvolvido por professores universitários de São Paulo, o Vaza Falsiane recebeu investimento de R$ 150 mil. O mesmo valor foi recebido pela outra iniciativa, intitulada Fátima, que utilizará um software de Inteligência Artificial.

O Vaza Falsiane é um minicurso online gratuito que pretende ensinar às pessoas como reconhecer notícias potencialmente falsas ou com meias verdades. Para tanto, utilizará vídeos e testes com exemplos reais tirados do Facebook e outras redes sociais. Por sua vez, Fátima é o nome do chatbot que terá a mesma função de auxiliar os usuários. Por meio do Messenger, o software poderá estabelecer uma conversa comum, sem a interação com um humano. Além de ajudar usuários a identificar fake news, o recurso poderá checar fatos específicos.

 

NÚMEROS SEGUEM SATISFATÓRIOS

Mesmo que dados recentes mostrem sinais crescentes de desaceleração do negócio, os resultados do Facebook voltaram a bater recordes. No terceiro trimestre fiscal, pela primeira vez, a companhia anunciou receita de mais de 10 bilhões de dólares. Isso graças aos seus mais de seis milhões de clientes que pagam publicidade. O Facebook obteve receita de 10,33 bilhões de dólares – 47% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Os lucros, por sua vez, foram de 4,26 bilhões. Outro dado divulgado foi o número de usuários ativos mensais da rede social, que somou 2,07 bilhões. O indicador registrou aumento frente o trimestre imediatamente anterior, quando a média ficou em 2,01 bilhões de usuários. Já em relação a usuários ativos diários, foram 1,37 bilhões contra 1,32 bilhões.

 

Foto: iStock/FLDphotos
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