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Energia renovável: Greenpeace destaca o potencial brasileiro

Elaborado pela ONG Greenpeace, o relatório [R]evolução Energética estima que até 2025 o Brasil consiga abandonar as fontes fósseis de energia. Além de se tornar independente de carvão, petróleo e gás natural, o país poderá até mesmo abrir mão das hidrelétricas. Afinal, mesmo com a abundância de recursos hídricos, a instalação das usinas acaba gerando danos ao meio ambiente. Com elevado potencial para desenvolver a energia renovável, o Brasil segue para um importante passo no combate às mudanças climáticas. As vantagens passam ainda pela conservação dos recursos naturais e, inclusive, por contas de luz mais baratas para a população. Sem falar na maior segurança para o fornecimento de eletricidade e no menor risco de apagões em períodos de seca. Conforme o relatório, o país tem potencial de chegar a uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis. Ou seja, uma presença 47% maior que a observada hoje, obtida de fontes como vento, sol e biomassa.

O [R]evolução Energética é o primeiro estudo que mostra uma projeção de como será o Brasil em dois cenários. Um deles é o futuro, caso sejam mantidas as políticas e tendências atuais até a metade do século. Ou como será se o governo priorizar as políticas públicas corretas para as fontes limpas, renováveis e seguras de energia. Esta é a primeira vez que o relatório considera o uso de energia como um todo. Incluem-se aí os setores elétrico, de transportes e industrial. Se for isolada a matriz elétrica, a participação da energia renovável, de acordo com o Greenpeace, pode chegar a 92%.

 

A DISRUPÇÃO DA ENERGIA RENOVÁVEL

O estudo realizado pela ONG Greenpeace trabalhou com projeções de crescimento da economia e da população do Brasil. Assim, calculou quanto deve ser a demanda de energia do país para daqui a 40 anos. Além disso, estimou a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz energética. Isso com base no seu potencial, na sua viabilidade econômica e na forma como o mercado tem se movimentado. Vale ressaltar que tudo foi analisado independentemente de ações do governo. Assim, apesar de não haver um plano nacional do governo federal para 2050, os pesquisadores consideraram as previsões oficiais para os próximos anos. Dessa forma, elaboraram um cenário de referência e compararam com a chamada revolução energética.

Se o modelo brasileiro seguir no ritmo atual, as hidrelétricas responderiam por 54,4%. As termelétricas a gás natural, por 23%. As eólicas, por 7,6%. Já a solar não chegaria a 2%. Aproveitando melhor o potencial para a energia renovável, a participação das hidrelétricas poderia cair para 39,6%. A das eólicas subiria para 21,1%; a fatia da energia solar, para 23%, enquanto a das térmicas cairia para 6,5%. Conforme o relatório, a energia renovável poderia, nesse cenário, render uma economia de R$ 1,11 trilhão até 2050. No entanto, seria necessário que o governo investisse R$ 690 bilhões a mais do que já vinha planejando gastar com energia.

 

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Ilustração: iStock/ipopba
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