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Crescimento de fintechs deve diminuir juros de empréstimo

Elas aproveitaram a tecnologia e as vantagens oferecidas pela mobilidade e pela internet para inovar na área financeira. Agora, com a previsão de maior concorrência no setor, poderão ser os clientes os principais beneficiados pela criação das fintechs. Isso porque, com a recente regulamentação de operação para crédito, há grande expectativa de expansão dessas empresas. Por consequência, mais usuários passarão a ter acesso a serviços como seguros, investimentos, meios de pagamento e empréstimo. Esse último, inclusive, pode apresentar queda de custo para os clientes. Especialmente em função de novas resoluções terem aberto caminho para que as fintechs possam emprestar recursos próprios.

Conforme as medidas do Conselho Monetário Nacional (CMN), as fintechs não precisam mais ser vinculadas e uma instituição financeira convencional. Dessa forma, passam a poder operar baseadas em dois modelos. Um é a Sociedade de Crédito Direto (SCD), em que as empresas emprestam recursos próprios por meio de plataforma eletrônica. O outro é a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP). Neste formato, empresas ou pessoas físicas participam de uma plataforma para emprestar dinheiro a outras pessoas (peer-to-peer lending). Para o Banco Central, a medida cria condições para redução de juros e fomenta a inovação no Sistema Financeiro Nacional.

 

COMO VAI FUNCIONAR O SISTEMA DE EMPRÉSTIMO DAS FINTECHS

Segundo o CMN, o capital mínimo para que as fintechs possam operar em ambos sistemas é de R$ 1 milhão. Especificamente no modelo “peer-to-peer”, o limite de empréstimo por credor para cada devedor será de R$ 15 mil. Ou seja, uma pessoa pode oferecer empréstimos para CPFs ou CNPJs diferentes, desde que respeite esse teto em cada transação. Análise de crédito, cobrança, representação de seguros e emissão de moeda eletrônica também poderão ser realizadas pelas fintechs. Assim, sem a obrigatoriedade de intermediação por terceiros, operações de crédito como o empréstimo devem se tornar mais ágeis. E, principalmente, mais baratas.

 

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Ilustração: iStock/LisLud
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