HPE Simplivity
Navigation
Topo

Empowerment: um estilo de gestão ágil e descentralizado

As recentes mudanças nas relações de trabalho têm incentivado uma cultura mais participativa nas organizações. Com isso, estratégias de gestão descentralizadas passaram a ganhar força em ambientes que podem dispensar a burocracia. É o caso do empowerment (ou holocracia), um sistema de autoridade distribuída que coloca a liderança nas mãos dos funcionários. Em vez de se concentrar no topo do organograma, o poder é repartido entre os membros da equipe.

Investindo-se no empoderamento dos colaboradores, a autoridade e as tomadas de decisão tornam-se compartilhadas. Como principais resultados, espera-se uma organização mais ágil e flexível, capaz de lidar com mudanças constantes. Além disso, o empowerment é visto como uma forma de valorizar os funcionários e melhorar a condução dos processos internos.

 

ZAPPOS: UM CASE DE SUCESSO

Conhecida por redefinir os padrões minimamente aceitáveis de qualidade no atendimento, a Zappos é um e-commerce de roupas e sapatos. Famosa também por seus métodos de gestão, a empresa decidiu adotar a holocracia em 2013. De lá para cá, eliminou a hierarquia e passou a estimular a cooperação entre os funcionários.

Ao todo, são mais de 600 colaboradores que atuam no setor batizado de Lealdade ao Cliente. Telefones, e-mails e bate-papo fazem parte da estrutura – que nem de longe segue os padrões do call-center tradicional. Nenhum atendente segue scripts ou manuais. Diz-se que a experiência do cliente Zappos é tão única e personalizada que todos demonstram grande satisfação e encantamento. Tudo graças à autonomia garantida à equipe.

 

AS BASES DO EMPOWERMENT

O sistema de empoderamento administrativo possui quatro bases principais: poder, motivação, desenvolvimento e liderança. Delegar autoridade e responsabilidade, além de conceder liberdade e autonomia, significa atribuir importância e confiança às pessoas. Reconhecer e recompensar os bons resultados, por sua vez, é um incentivo ainda maior para o time manter o ritmo. Novos talentos são desenvolvidos com o aprendizado contínuo, e a capacidade de liderança abre novos horizontes. Para fazer valer o empowerment, porém, não basta passar o poder de forma verbal às pessoas. Os colaboradores precisam ter reais condições de agir como se fossem proprietários do negócio.

No caso da Zappos, depois que a empresa adotou o empowerment, quase um quinto dos funcionários pediu demissão. O fato demonstra que a autogestão não é, igualmente, uma responsabilidade confortável para todo mundo. Pelo contrário. Mesmo vistas como tendência, as estruturas mais horizontais (com menos gerentes e chefes) têm sido utilizadas predominantemente em pequenas startups. Com menos funcionários, afinal, essas companhias têm mais facilidade para implementar mudanças, tornando-se laboratórios ideais para a inovação. Cases como o da Zappos, porém, mostram que uma cultura organizacional forte pode sustentar a holocracia também em empresas maiores.

 

Ilustração: iStock/Ja_inter
Categorias Business Upgrade