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Microsoft testa seu primeiro data center submerso no mar

De smartphones a robôs, multiplica-se a cada dia a oferta de dispositivos inteligentes disponíveis ao consumidor. Enquanto isso, no cenário corporativo, as empresas transferem cada vez mais suas redes e necessidades de computação para a nuvem. Tantos dados e dispositivos conectados à internet têm gerado um crescimento exponencial na demanda por recursos de data center. Não à toa, esses centros de processamento de dados são considerados a espinha dorsal da grande rede mundial de computadores. Por consequência, rapidamente eles estão se tornando uma peça crítica da infraestrutura do século XXI.

Com um data center, os usuários aproveitam as economias de escala para armazenar e processar dados com segurança. Também para treinar modelos de aprendizado de máquina e executar algoritmos de Inteligência Artificial. Mas, além de demandar muito tempo, a construção dessas estruturas envolve grandes investimentos. Especialmente em função da necessidade de resfriamento destes locais para que não haja danos por superaquecimento. Dessa forma, há grande necessidade de inovação rápida na área.

Pensando em unir tecnologia, economia e sustentabilidade, a Microsoft trabalha desde julho de 2014 no Projeto Natick. Por meio dele, vem testando com pioneirismo a implantação de um data center no fundo do mar. Afinal,  já passa pelo oceano uma gigantesca malha de fibra óptica. Para tornar a iniciativa possível, a companhia está empregando energia marinha e engenharia utilizada na construção dos submarinos. Em junho último, a companhia divulgou novas informações sobre a iniciativa, que está em sua segunda fase de experiências.

 

O OBJETIVO DO DATA CENTER SUBAQUÁTICO

A proposta da Microsoft é desenvolver um data center subaquático autossuficiente que forneça serviços de nuvem rápidos para cidades costeiras. Para tanto, um protótipo experimental já está processando workloads no fundo do mar. O local escolhido para o teste fica no Centro Europeu de Energia Marinha, perto das Ilhas Orkney, na Escócia. Lá estão turbinas de maré experimentais e conversores que geram eletricidade a partir do movimento das ondas. As Ilhas Orkney contam ainda com turbinas eólicas e painéis solares para abastecer a população com 100% de energia renovável. Assim, um cabo dessa rede elétrica também leva energia para o datacenter. A estrutura demanda pouco menos de um quarto de megawatt de energia quando opera em plena capacidade. Em formato de cilindro, o data center possui mais de 12 metros de comprimento, 12 racks e 864 servidores.

 

Data center do projeto Natick

 

Este já é o segundo ensaio do Projeto Natick. O primeiro analisou a possibilidade de operação do data center no fundo do mar, que foi então considerada viável. Agora, a ideia é descobrir se o conceito é praticável sob as ópticas econômica, ambiental e logística. Com a expertise de engenharia do Naval Group, foi aplicado ao data center o mesmo processo de refrigeração dos submarinos. Assim, a água bombeada pelos radiadores da estrutura rapidamente se mistura e se dissipa nas correntes marinhas. A movimentação acústica gerada dentro do data center também demonstrou ser quase imperceptível ao lado de fora. O desempenho do data center será monitorado ao longo de um ano. Nesse período serão analisados desde o consumo de energia até os níveis de umidade interna e temperatura. Um passo seguinte será selecionar clientes para que comecem a desenvolver serviços dentro do novo sistema.

 

Fotos: Microsoft/Divulgação
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