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Empresa oferece clonagem de animais domésticos nos EUA

Para muita gente, perder um bichinho de estimação é exatamente como perder um membro da família. Afinal, eles fazem parte do cotidiano e estão incluídos nas rotinas de cuidados, no carinho e na atenção. Assim, torna-se natural o desejo de que cães e gatos “vivam para sempre”. Nos EUA, aliás, essa possibilidade é bastante palpável, através de serviços comerciais semelhantes àqueles imaginados no filme O Sexto Dia. No longa estrelado por Arnold Schwarzenegger em, 2000, a empresa “RePet” revivia animais de estimação por meio de clonagem. Dezoito anos depois, a vida imita a arte – mas o assunto, obviamente, divide opiniões.

O debate ganhou força recentemente, com uma entrevista da atriz e cantora Barbra Streisand. Um breve comentário feito a uma revista sobre suas cadelas repercutiu no mundo inteiro. Barbra contou ter clonado não uma, mas duas vezes sua cadela de estimação, Samantha, que morreu em 2016. Miss Violet e Miss Scarlet são os resultados do procedimento. A clonagem foi realizada a partir de células retiradas da boca e do estômago da Samantha original.

 

A POLÊMICA EM TORNO DA CLONAGEM DE PETS

Conforme a entrevista de Barbra, as células que deram origem aos filhotes foram retiradas de Samantha quando ainda estava viva. O material genético foi congelado e utilizado posteriormente, com a ajuda de um óvulo doado. O núcleo desse óvulo foi retirado, substituído pelas células de Samantha e implantado numa fêmea para gestação. Nos EUA, diversas empresas já oferecem o serviço de clonagem para quem não quer se despedir do seu pet. Entre elas está a ViaGen, considerada uma especialista global em clonagem bovina, equina, suína e – agora – de animais domésticos.

De sua parte, instituições de defesa dos animais mostram-se contrárias ao processo. Para elas, a clonagem cria um novo e diferente animal, que preserva apenas as características físicas do original. Conforme esses grupos, a personalidade e a essência do pet não podem ser replicadas. Outro argumento leva em conta que ONGs possuem milhões de cães e gatos disponíveis para adoção. Desse ponto de vista, a clonagem prestaria um desserviço aos animais abandonados.

Indiferente à polêmica (e aos altos custos), o mercado de clonagem de animais domésticos não para de crescer. Para se clonar um cão, o preço médio gira em torno de 50 mil dólares. Já a clonagem de felinos custa mais ou menos a metade desse valor.

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Foto: iStock/chendongshan
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