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Novo avião militar da Boeing viajará a mais de 6.125 km/h

Três horas. Este seria o tempo estimado de uma viagem do Brasil ao Japão numa aeronave experimental projetada pela Boeing. A novidade, porém, não deverá ser utilizada na aviação comercial. Conforme a empresa aeronáutica, a proposta do avião hipersônico é servir para fins militares em missões de ataque e reconhecimento. Para tanto, será capaz de voar a uma velocidade equivalente a cinco vezes à do som. Ou seja, a mais de 6.125 quilômetros por hora. Para se ter uma ideia, a velocidade de voo de um Boeing 737 é de aproximadamente 830 quilômetros por hora.

Para desenvolver uma aeronave com tamanha capacidade, a Boeing pretende construir primeiro uma versão-teste. Esta teria o tamanho aproximado de um jato F-16, que mede 15 metros de comprimento. Só depois de resolver eventuais problemas do protótipo é que a empresa trabalhará numa versão em escala maior. Essa, sim, com aproximadamente 32 metros de comprimento e o dobro de motores. Conforme a Boeing, a expectativa de produção para a versão-teste do avião é a partir de 2020. Já a versão final da aeronave deve levar alguns anos a mais.

 

COMO FUNCIONARÁ O AVIÃO DA BOEING

Para superar largamente a velocidade do som, o avião deverá contar com dois tipos de dispositivos de propulsão. Um deles é a turbina a jato convencional, capaz de acelerar a velocidades próximas de Mach 3. Ou seja, até três vezes a velocidade do som. Essas turbinas comprimem o ar que passa por elas e usam combustível para “explodi-lo”. Depois da explosão, o ar se expande e sai, mais quente, pela parte traseira do elemento. É isso que faz com que o avião acelere. No entanto, quando atinge uma velocidade muito alta, a pressão de ar na parte frontal das turbinas é tão grande que dispensa o uso de hélice para comprimir o ar.

Assim, ao atingir tal velocidade, o hipersônico atualmente em desenvolvimento deverá trocar seu sistema de propulsão. Chamado de “scramjet”, este funciona de maneira semelhante a uma turbina, mas sem a hélice para comprimir o ar. Nele, o ar circula sempre em velocidades acima da do som, o que acelera ainda mais a aeronave. Antes do pouso, entretanto, será preciso usar novamente as turbinas convencionais para o processo de desaceleração.

O sistema de propulsão que combina as duas tecnologias foi batizado de Turbine-Based Combined Cicle (TBCC). Algo como Ciclo Combinado Baseado em Turbinas. A pesquisa é financiada tanto pela Nasa quanto pela Darpa – um órgão de pesquisa do exército norte-americano.

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Ilustração: Boeing/Divulgação
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