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Ansiedade moderada pode ajudar a memória, diz estudo

Ansiedade é um sentimento comum à grande maioria das pessoas. No entanto, dependendo do seu grau de intensidade, ela pode se tornar um distúrbio de saúde. Tensões, preocupações, medo e pavor excessivos caracterizam o transtorno, também conhecido como perturbação de ansiedade. Em sua pior forma, causa dificuldades para dormir, palpitações no coração e diferentes reações no corpo. Por outro lado, em sua forma mais cotidiana, de menor ímpeto, pode ser canalizada e utilizada de maneira positiva. Pelo menos foi o que uma equipe de pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá, descobriu.

De acordo com o estudo, publicado pelo jornal científico Brain Sciences, um nível moderado de ansiedade pode favorecer a memória. Dessa forma, a ansiedade pode ser transformada numa ferramenta capaz de auxiliar o desempenho no trabalho ou até na vida pessoal.

 

COMO OS PESQUISADORES TESTARAM A ANSIEDADE

A pesquisa contou com participação de 80 estudantes, avaliados por uma escala de distúrbios de ansiedade. Divididos aleatoriamente em dois grupos, eles foram submetidos a testes de memória profunda e superficial. Entende-se por superficial, neste caso, o processamento que se refere a sons e à estrutura da linguagem. Já o profundo (ou semântico) refere-se à forma como o cérebro conecta palavras a significados semelhantes, facilitando a memorização.

As atividades propostas partiram da observação de palavras escritas sobre imagens com conteúdos negativo e neutro. Uma foto de acidente de carro e outra de um barco laranja, por exemplo. Os participantes do grupo de codificação superficial precisavam procurar a letra A nas palavras exibidas. Já a equipe de codificação profunda deveria responder se a palavra observada representava um objeto vivo ou inanimado. Os resultados mostraram que níveis gerenciáveis ​​de ansiedade ajudaram a memória dos participantes, que foram mais capazes de lembrar detalhes. Outra curiosidade do estudo foi identificada no grupo de processamento superficial. Com menor probabilidade de memorização, os voluntários com alto nível de ansiedade recordaram-se melhor das palavras relacionadas a imagens negativas.

Com isso, os pesquisadores concluíram que há uma escala considerada ideal para colher benefícios à memória. Se a ansiedade é muito alta, a memória corre maior risco de ser corrompida. E, em vez de beneficiar, apenas prejudica o indivíduo. Mantê-la na dose certa, portanto, é um recurso valioso para a produtividade – e mais ainda para a saúde.

 

Imagens: 1. iStock/Volodina
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