HPE OneSphere
Navigation
Topo

App usa “selfie” para detectar sinais de câncer no pâncreas

Em função das campanhas de prevenção aos cânceres de mama e próstata, outubro e novembro tornaram-se meses-símbolo de conscientização. O foco das iniciativas é especialmente incentivar o diagnóstico precoce, aumentando as chances de tratamento e cura dos pacientes. No entanto, nem todos os tipos da doença são detectados facilmente. Também por isso, o câncer é considerado um problema de saúde pública mundial. Somente no Brasil, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 600 mil novos casos são registrados a cada ano. Desses, 60% têm diagnóstico já em estado avançado, o que reduz as chances de sobrevida dos doentes. 

Embora menos prevalente que outras variantes, o câncer de pâncreas é um dos que apresenta maior taxa de mortalidade. No Brasil, responde por aproximadamente 2% de todos os tipos diagnosticados e 4% do total de mortes pela doença. Por ser de difícil detecção, apresenta diagnóstico tardio e comportamento agressivo. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Washington desenvolveram um aplicativo capaz de identificar sintomas a partir de uma simples “selfie”.  

 

DETECTANDO O CÂNCER DE PÂNCREAS 

O app BiliScreen usa a câmera do smartphone e algoritmos de visão computacional para identificar sinais iniciais de câncer pancreático. Essa tecnologia permite avaliar o tom da parte usualmente branca dos olhos. Com ela, é possível identificar a icterícia – coloração amarelada dos tecidos que resulta da presença anormal de pigmentos biliares. O app é capaz de detectar a presença da pigmentação mesmo em baixas quantidades. Assim, pode servir de alerta para que o indivíduo investigue um possível desenvolvimento da doença. 

O câncer de pâncreas é considerado de difícil diagnóstico, pois quase não apresenta sintomas perceptíveis. Se detectado precocemente, a taxa média de sobrevivência – hoje situada na casa dos 9% – poderá crescer exponencialmente. Esta é justamente a proposta do BiliScreen – que pode ser usado pelos usuários para averiguações mensais na privacidade de casa. 

 

 

COMO FUNCIONA O APLICATIVO 

Para maior precisão dos resultados, por enquanto é preciso utilizar dois acessórios. Um par de óculos com quadrados coloridos auxilia na calibragem de cor, enquanto um case bloqueia a luz ambiente. Assim, o sistema de análise de imagens pode isolar automaticamente a parte branca dos olhos e calcular sua coloração. O procedimento baseia-se na mensuração de ondas luminosas que são refletidas e absorvidas pelos olhos. Depois, o app compara os dados colhidos com padrões que correspondem a diferentes níveis de bilirrubina. 

câncer

Criado por médicos e cientistas da computação, o BiliScreen foi apresentado em setembro e ainda não está disponível ao público. Em testes com 70 pacientes, a precisão foi de quase 90% em relação ao exame de sangue mais indicado. Agora, os pesquisadores tentam desenvolver uma versão mais inteligente do aplicativo a fim de dispensar o uso dos acessórios. 

 

Fotos: University of Washington/Divulgação 

Salvar

Categorias Drops