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Realidade mista: como ela vai transformar o trabalho remoto

Interações entre real e virtual são assunto há muito tempo. Agora, porém, finalmente a tendência dá mostras de ter encontrando seu caminho. Alvo de investimentos de gigantes como Microsoft e Facebook, a chamada “realidade mista” projeta-se como um formato promissor. O termo define um novo tipo de interação, que propõe mesclar os mundos real e virtual para produzir novos ambientes. Neles, objetos físicos e digitais coexistem e interagem em tempo real graças à tecnologia imersiva. Ou seja: a realidade mista (ou híbrida) não acontece apenas no mundo virtual ou no mundo real. Ela funde o real à realidade virtual, abarcando tanto a realidade aumentada quanto a “virtualidade aumentada”. Esta última, uma subcategoria da realidade mista que se refere à fusão de objetos do mundo real nos mundos virtuais. Essa alternativa abre possibilidades sem precedentes em diversas áreas – e uma das pioneiras promete ser a do teletrabalho.

Com as tecnologias imersivas da realidade mista, será possível transformar completamente o espaço de trabalho. Profissionais fisicamente separados por quilômetros de distância poderão coexistir num só ambiente virtual, interagindo e colaborando de maneira natural. Especialistas apostam que a evolução da realidade mista será rápida, com impactos gigantescos. Pode soar meio Black Mirror, mas os pesquisadores acreditam que não faremos distinções entre real e virtual ao nosso redor.

 


Windows Mixed Reality: vídeo da Microsoft alude às possibilidades de imersão da realidade mista

 

ENTENDENDO A REALIDADE MISTA

Grosso modo, a realidade mista é uma espécie de evolução da realidade aumentada (que insere elementos virtuais no ambiente real). A realidade aumentada já é bem conhecida, estando presente em inúmeros aplicativos e games como Pokémon Go. Já a realidade mista “lê” o ambiente e promove uma interação mais profunda do real com virtual.

Um bom exemplo poderia ser uma bolinha de pingue-pongue virtual. Um determinado “olho eletrônico” (que pode ser um par de óculos inteligentes ou mesmo um smartphone) mapearia o ambiente real. Esse dispositivo compreenderia, então, a presença de móveis e a toda a sua física. Ou seja: entenderia que, se a bola fosse arremessada em direção a uma mesa, bateria nela e cairia ao chão. A partir daí, pode-se inserir a bolinha virtual nessa sala física, com interações praticamente indistinguíveis das do mundo real.

Recentemente, a Universidade de Keio, no Japão, realizou uma pesquisa sobre tele-existência. Os cientistas colocaram um robô numa sala e uma pessoa em outra, usando óculos especiais, roupas e luvas com sensores. Com esse kit, a cobaia humana passou a controlar os movimentos do robô com grande precisão. Mas o diferencial no projeto foi o sistema de act feedback. Nele, a pessoa literalmente “sentia na pele” tudo o que o robô fazia. Ao pegar um copo com seu alter-ego robótico, sentia a textura e a temperatura desse objeto. Se algo esbarrava no robô, o humano sentia o impacto.

 

APLICAÇÕES DA REALIDADE MISTA NO TELETRABALHO

Realidade mista e trabalho remoto

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No âmbito do trabalho remoto, as possibilidades abertas pela realidade mista têm capturado grande atenção. Isso porque ela permitirá montar uma força de trabalho global, com times remotos perfeitamente integrados. Independentemente da localização física, a pessoa poderá, numa espécie de “Matrix”, participar de um ambiente virtual imersivo e colaborativo. Para tanto, poderá utilizar um kit de óculos inteligentes e fones com cancelamento de ruído, anulando o ambiente real. Desse modo, o trabalhador poderá ficar em casa – mas estar, simultaneamente, no escritório. Trabalhando “lado a lado” com outros profissionais que, na verdade, também estarão em suas casas. E, com o avanço das tecnologias para tradução simultânea, barreiras de linguagem também poderão se tornar irrelevantes.

A realidade mista poderá transformar o trabalho remoto em algo mais social. Em vez de uma tela de computador, o profissional terá todo um “mundo virtual” em torno de si. Informações antes confinadas no monitor estarão presentes de maneira realista nesse ambiente, estimulando a produtividade. Numa pesquisa recente, cientistas norte-americanos pediram a dois grupos que montassem um determinado projeto com Lego. O primeiro seguiu o manual impresso, enquanto o outro, com óculos de realidade mista, explorou uma versão 3D do manual. A diferença de produtividade foi de 77% a favor do segundo grupo.

 

Fotos: 1. iStock/g-stockstudio | 2. Microsoft/Divulgação

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