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Produtividade: como evitar que sua equipe perca tempo online

Você costuma levar trabalho para casa e/ou resolver tarefas pessoais durante o expediente? Para muitos profissionais, o grande desafio atual é encontrar o melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. No entanto, muitas vezes acabam esbarrando em importantes complicadores de natureza tecnológica. Aplicativos de interação e redes sociais estimulam a conectividade contínua e acabam com a produtividade de qualquer equipe. Sites de compras e de notícias também engrossam a lista do descaminho. E, enquanto os profissionais ocupam seu expediente com essas atividades, sua vida pessoal é invadida por tarefas de trabalho.

A hiperconectividade também vem sendo acompanhada pelo chamado cyberloafing (que pode ser traduzido como “vadiagem cibernética”). A teoria analisa o tempo despendido online com tarefas não relacionadas ao ofício, bem como os prejuízos decorrentes à empresa. Ou seja, refere-se ao tempo que deveria ser dedicado ao trabalho, mas que acaba “roubado” da organização. Esse comportamento tem sido identificado em muitas empresas, com reflexos negativos na produtividade. Além disso, o cyberloafing pode reduzir o desempenho da rede da empresa e abrir brechas de segurança.

 

CYBERLOAFING E A “TRÍADE NEGRA”

Recente estudo conduzido por pesquisadoras da Universidade da Tasmânia (Hobart/Austrália) debruçou-se sobre os aspectos psicológicos da questão. Emily Lowe-Calverley e Rachel Grieve desenvolveram um questionário capaz de mensurar e relacionar o cyberloafing a traços “obscuros” de personalidade. Especificamente, a uma tríade de exploração social caracterizada por autointeresse insensível e parasítico (psicopatia), manipulatividade (maquiavelismo) e superioridade arrogante (narcisismo). Conforme as pesquisadoras, que coletaram 273 respostas, tais características são encontradas em diversos níveis entre a população em geral. O estudo examinou, ainda, quanto os voluntários acreditavam ser capazes de escapar das coisas no trabalho (habilidade percebida de enganar). E tais indivíduos, de fato, demonstraram se sentir muito aptos a isso. Para as autoras da pesquisa, este era um resultado esperado, considerando-se o sentimento de superioridade classicamente associado à tríade negra.

Os resultados do estudo indicaram que maiores níveis da tríade negra levam a maior confiança na capacidade de enganar. E esta, por sua vez, relaciona-se diretamente com maiores níveis de cyberloafing. Achados também sugerem que indivíduos com maior grau de psicopatia subclínica apresentarão algum tipo de comportamento ligado a cyberloafing, independentemente de sua habilidade percebida de enganar. Isso porque, pela própria natureza da psicopatia, eles não se sentem culpados por suas atitudes.

 

GARANTINDO A PRODUTIVIDADE

As descobertas de Lowe-Calverley e Grieve indicam um caminho para se combater o cyberloafing e garantir a melhor produtividade. Segundo as especialistas, o problema está na confiança desses profissionais em sua habilidade de disfarçar o mau uso da internet. É neste ponto específico, portanto, que as políticas da empresa deveriam se concentrar. Assim, é essencial que os gestores sensibilizem suas equipes quanto a um maior comprometimento com a produtividade. É importante, ainda, que todos sejam conscientizados sobre os potenciais prejuízos do cyberloafing à empresa e aos colaboradores. Enfatizar que todos serão responsabilizados por seus atos é outra medida potencialmente eficaz. Os colaboradores poderiam também ser informados de que toda a atividade online será monitorada. O lado negativo é que essa fiscalização pode ser demasiado invasiva à privacidade do funcionário, cirando assim um ambiente desagradável.

A própria equipe também pode e deve encabeçar iniciativas que melhorem a produtividade. No topo da lista de distrações, por exemplo, estão as notificações de apps e redes sociais. Assim, desabilitá-las tanto no celular quanto no computador é um bom ponto de partida.

No contraponto dos efeitos negativos, o cyberloafing também pode gerar um bom efeito no trabalho. Muitas técnicas de produtividade sugerem um pequeno intervalo entre uma tarefa e outra. Assim, a navegação na internet em períodos predeterminados pode ter um impacto positivo nas emoções dos funcionários. Em algumas circunstâncias, uma pequena interrupção é bem-vinda para recuperar a concentração e aliviar o estresse.

 

Foto: iStock/Milkos
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