HPE Simplivity
Navigation
Topo

Joey Reiman: as empresas têm que descobrir o seu propósito

Fundador da BrightHouse, que ajuda organizações a descobrirem seu propósito, Joey Reiman concedeu entrevista exclusiva à revista IT Management #12. Segundo a icônica publicação de negócios Fast Company, ele é uma das cem pessoas que vão modificar o pensamento mundial.

Reiman é referência internacional nos campos de inovação, liderança e marketing baseados em propósito. Escreveu livros como o aclamado “Propósito: por que ele engaja colaboradores, constrói marcas fortes e empresas poderosas”. Sua revolucionária metodologia já foi adotada por gigantes como Procter & Gamble, McDonald’s, KPMG e American Express, entre outras. É professor adjunto na escola de negócios da Universidade de Emory (Georgia/EUA) e vencedor de centenas de prêmios. Mas garante que sua maior honra é o autoproclamado título de “familionário” – alguém cuja real riqueza é a família.

No bate-papo com a IT Management, o especialista compartilha conceitos e provocações sobre o sentido da vida e dos negócios. A seguir, confira alguns trechos da entrevista:

 

Como a questão do propósito entrou na sua vida?

Entrei no mundo da publicidade em 1977. Meu primeiro emprego como redator pagava cem dólares por semana. Cheguei a diretor de criação numa empresa de bilhões de dólares. Em 1994, depois de construir uma das melhores agências do mundo, percebi que a propaganda não fechava com a realidade. Ajudei toda minha equipe a se recolocar e dispensei os clientes para buscar um modelo de marketing melhor.

 

Foi quando você começou a BrightHouse?

Sim, a BrightHouse surgiu em 1995 com a missão de fazer do mundo um lugar mais brilhante através dos negócios. Tornamo-nos a primeira empresa de ideação do mundo, reconhecendo rapidamente que o propósito era uma das ideias mais brilhantes. Então eu escrevi o livro “Thinking for a living: creating ideas that revitalize your business, career, and life” (1998). É uma espécie de tratado para o nosso movimento.

 

Como você descreve o que é propósito?

Aristóteles definiu perfeitamente ao afirmar que o propósito reside na interseção dos seus talentos com as necessidades do mundo. Então, como descrevi no livro “Propósito: por que ele engaja colaboradores, constrói marcas fortes e empresas poderosas”, trata-se de viver além do próprio desejo para fazer o mundo mais brilhante. As empresas não são mais espectadoras, mas sim representantes de alguma coisa. A marca move-se de “brand” (marca) para “stand” (postura, em tradução livre).

 

Em sua opinião, qual é hoje o maior problema das empresas? E qual seria o primeiro passo para mudar isso?

O modelo de negócios atual é insustentável. Nós precisamos de novos formatos, novas medidas e novos mentores. Nossa ideia de progresso já durou muito. Os negócios precisam ter um propósito maior. As empresas precisam se tornar catalisadoras para a criação, não para a competição. Quando as empresas puserem o foco no “negócio da vida”, e não na “vida do negócio”, nós veremos outra Renascença.

 

Você diz que as pessoas em busca de propósito não devem olhar para o futuro, mas para o passado. Como colocar isso em prática nas empresas?

Descobrir seu propósito é uma escavação, não uma criação. Há um grande poder nos “primeiros” – o primeiro beijo, o primeiro emprego. Há um grande poder nos começos. Não é diferente quando buscamos o propósito de uma empresa. Os frutos estão nas raízes.

 

E como os indivíduos podem encontrar seu propósito?

Faça-se estas três perguntas: O que eu amo? No que eu sou bom? Como isso vai ajudar outro alguém? As três respostas são o seu mapa.

 

Foto: Joey Reiman/Divulgação
Categorias Ping-Pong