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Inteligência Emocional: Mito x Fato

Por Daniel Goleman*

Inteligência emocional é o mesmo que ser “legal” ou “educado”? Significa que você tem muita empatia? É apenas para mulheres ou homens que querem “entrar em contato com seu lado sensível”? Cada um desses mitos sobre a Inteligência Emocional exemplifica estereótipos enganosos, comparando uma porção limitada dessas habilidades com o todo. Mas a Inteligência Emocional é muito mais do que apenas ser empático ou agradável.

Inteligência Emocional é a capacidade de reconhecer os nossos sentimentos e os dos demais, dominar as nossas emoções e interagir de forma eficaz com o outro. O modelo de Inteligência Emocional que meus colegas e eu usamos inclui as quatro áreas destacadas no gráfico aqui apresentado. Dentro desses domínios existem doze competências – capacidades aprendidas que contribuem para o desempenho no trabalho e na vida.

 

Inteligência Emocional

Sim, você encontrará autoconsciência e empatia na lista de competências. Você também encontrará perspectivas positivas, gerenciamento de conflitos, adaptabilidade e muito mais. Cada uma das competências foca numa abordagem específica para que os indivíduos estejam conscientes e gerenciem suas emoções e suas interações com os outros.

Eu e o meu colega, Dr. Richard Boyatzis, da Case Western Reserve University, desenvolvemos essa lista depois de analisar as competências que as próprias empresas indicaram como distintivas dos seus líderes de melhor desempenho em relação aos mais comuns. Aqui estão apenas alguns dos dados relacionados às diferentes competências:

– Autoconsciência emocional: entre os líderes com múltiplos pontos fortes de autoconhecimento emocional, 92% tinham equipes com alta energia e alto desempenho;

– Autocontrole emocional: os líderes que gerenciam bem suas emoções tiveram resultados comerciais melhores;

– Adaptabilidade: quanto mais adaptável, mais sua eficácia é mostrada pelo crescimento das receitas e vendas. A adaptabilidade de um líder prevê um melhor desempenho geral da equipe;

– Empatia: prevê um melhor desempenho no trabalho para gerentes e líderes;

– Perspectiva positiva: as pessoas que experimentam e expressam emoções positivas mais frequentemente são mais resilientes, mais engenhosas, mais conectadas socialmente e são mais propensas a funcionar em níveis ótimos.

A Inteligência Emocional é a chave para líderes em todos os níveis de organizações, independente da indústria. Décadas da pesquisa empírica demonstram que a Inteligência emocional é mais complexa – e poderosa – do que simplesmente ser “agradável”.

 

*Daniel Goleman é autor do best-seller internacional “Inteligência Emocional” e de diversos outros livros. Nascido no Estado da Califórnia (EUA), é PhD pela Universidade de Harvard, psicólogo, jornalista e uma das vozes mais respeitadas na área da Inteligência Emocional. Cartilhas do autor disponíveis em morethansound.net.

 

Foto: iStock/ALLVISIONN

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Categorias Opinion