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Intel consolida iniciativas na área de Inteligência Artificial

Depois de adquirir a startup de Inteligência Artificial Nervana por US$ 400 milhões em 2016, a Intel dá mais um passo firme rumo à consolidação de seus projetos no segmento: no final de março último, a companhia anunciou a criação do Artificial Intelligence Products Group (AIPG) – que reúne sob um mesmo guarda-chuva todas as iniciativas da gigante californiana no âmbito da Inteligência Artificial. Comprovando o caráter estratégico da aquisição realizada no ano passado, a Intel escalou o ex-CEO da Nervana, Naveen Rao (foto), como vice-presidente e general manager de sua nova unidade.

 

Naveen Rao - Inteligência Artificial na Intel

 

Conforme o líder da divisão, o AIPG representa um alinhamento de foco. “A nova organização alinhará recursos de toda a empresa, incluindo engenheiros, laboratórios, software e muito mais, à medida que aprimoramos nosso portfólio de Inteligência Artificial – a plataforma Intel Nervana, uma oferta completa de hardware e software para o segmento”, disse Naveen Rao, acrescentando que a empresa criará um laboratório de Inteligência Artificial Aplicada, a fim de expandir as fronteiras da computação. “Nós vamos explorar novas abordagens em termos de arquitetura e algoritmos, abarcando desde o data center até os dispositivos da Internet das Coisas. Isso incluirá uma variedade de soluções idealizadas para que a Intel e seus clientes possam inovar com mais velocidade. Este será o lar das inovações em Inteligência Artificial na Intel”, disse Rao.

 

FUSÕES & AQUISIÇÕES

Os quatrocentos milhões de dólares pagos pela Nervana podem até ser o investimento mais estratégico da Intel neste setor (é isto que sugere a escolha de Naveen Rao como vice-presidente da unidade recém-criada), mas o valor do negócio chega a soar modesto quando comparado a outras apostas recentes da companhia no campo da Inteligência Artificial. Em meados de março, a Intel desembolsou US$ 13.3 bilhões na compra da israelense Mobileye, uma companhia voltada ao desenvolvimento de visão eletrônica para veículos autodirigíveis. Anteriormente, as duas empresas já haviam colaborado no desenvolvimento de carros autônomos, com participação também da BMW. Em 2015, a Intel também adquiriu a Altera, uma fabricante de dispositivos lógicos programáveis, pela bagatela de US$ 16,7 bilhões.

Naveen Rao acredita que a Inteligência Artificial levará novas capacidades a coisas como fábricas inteligentes, drones, esportes, cuidados com a saúde e carros autônomos, sempre com o data no centro de tudo. “Como os dados são o traço comum a todas as aplicações, a Intel deve conceber soluções capazes de produzir, utilizar e analisar vastos volumes de dados”, indicou o gestor do Artificial Intelligence Products Group, em recente artigo. “Inferência de dados – ou a localização de estruturas úteis nos dados – pode de fato ser o maior desafio computacional do nosso tempo, por isso a Inteligência Artificial é tão importante para a Intel”, acrescentou Rao.

Segundo o comunicado, a ideia é reunir a indústria em torno de um conjunto de padrões para a Inteligência Artificial, ajudando a reduzir seus custos e torná-la acessível a um maior número de consumidores, ao invés de limitar sua aplicação a instituições, governos e grandes companhias como ocorre atualmente. “Estamos ansiosos para criar o futuro juntos”, finalizou Naveen Rao.

 

Foto: Divulgação/Intel
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