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Celulares e tablets influenciam padrões de sono das crianças

Depois de ouvir 715 pais de crianças com idades de 6 meses a 3 anos, um estudo conduzido pela Universidade de Birkbeck (Londres/Inglaterra) apontou que a frequência do uso de celulares e tablets pode interferir diretamente no padrão de sono dos pequenos. Conforme a pesquisa publicada no site da revista científica Nature, para cada hora que as crianças passam brincando com esses dispositivos eletrônicos, de modo geral, podem ser contabilizados 15 minutos a menos de sono noturno. Além de reduzir o período à noite, os bebês que utilizam celulares e tablets também costumam dormir mais durante o dia.

Tim Smith, um dos pesquisadores que participou do estudo, afirma que o tempo de sono perdido não é muito expressivo quando se dorme um total de 10 a 12 horas por dia. No entanto, nesta fase da infância, cada minuto importa para o bom desenvolvimento das crianças. E, apesar de não serem definitivas, as conclusões da pesquisa merecem atenção em situações em que se possa associar o uso da tecnologia a problemas do sono nas crianças.

Na opinião de Anna Joyce, pesquisadora de desenvolvimento cognitivo da Universidade de Coventry, também na Inglaterra, com base nessa e em outras pesquisas, é válido limitar o uso de telas e outros aparelhos eletrônicos para crianças, especialmente nas horas que antecedem o momento de irem para a cama. No entanto, a especialista crê que smartphones e tablets não precisem ser banidos por completo, visto que aparelhos como smartphones e tablets podem até contribuir para acelerar o desenvolvimento de habilidades motoras na infância.

 

USAR OU NÃO USAR CELULARES E TABLETS, EIS A QUESTÃO

Apesar da proliferação de telas sensíveis ao toque nas residências, o real impacto desses aparelhos no desenvolvimento da primeira infância ainda não é compreendido por completo. Neste estudo conduzido pela Birkbeck, perguntou-se a frequência com a qual os bebês brincavam com smartphones e tablets e também detalhes do padrão de sono das crianças.

Concluiu-se que 75% dos pequenos usavam aparelhos dessa natureza diariamente. Essa porcentagem era de 51% entre crianças de seis a 11 meses, e de 97% entre crianças de 25 a 36 meses de idade. Mas determinar se é recomendável ou não que elas usem os dispositivos ainda é prematuro. Tim Smith julga que a melhor aposta para moderar o uso de smartphones e tablets é seguir as mesmas regras utilizadas para estabelecer o tempo em que as crianças passam em frente à televisão. Ou seja, os pais devem impor limites e assegurar que o conteúdo esteja adequado à idade – e que as crianças não usem os aparelhos antes de dormir. Além disso, é importante estimular que os pequenos pratiquem atividades físicas ao ar livre.

 

Foto: iStock-AGrigorjeva/Divulgação
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