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Inteligência artificial: Bradesco inova com machine learning

Dar mais autonomia aos clientes e maior eficiência às rotinas de trabalho do banco. Esse é o pensamento do Bradesco ao apostar numa ferramenta própria de Inteligência Artificial. Investindo no projeto desde 2014, a instituição colocou-se como pioneira do setor bancário brasileiro neste ramo tecnológico. Batizada de BIA – Bradesco Inteligência Artificial – a novidade já vem sendo liberada para alguns clientes.

Antes de encarar o grande público, porém, o sistema precisou vencer uma série de testes. Implementado em etapas, o projeto teve sua fase inicial restrita ao público interno, quando foi “treinado” pelos funcionários do Bradesco. Depois de aprender a interagir em português, a tecnologia BIA mostrou-se capaz de tirar dúvidas e responder perguntas sobre produtos e serviços bancários. E, agora, foi levada para dentro do aplicativo de mobile banking.

Além de tirar dúvidas dos correntistas, até o fim do ano a BIA também poderá realizar transações financeiras. Os comandos devem funcionar tanto por texto quanto por voz.

 

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E COMPUTAÇÃO COGNITIVA

Dotada de mecanismos de machine learning, a ferramenta BIA é capaz de aperfeiçoar seu próprio funcionamento ao longo do tempo. Também por isso, seu contato com os clientes do Bradesco está ocorrendo de forma gradativa. A proposta é que ela possa garantir cada vez mais rapidez, precisão e eficiência nas operações. E, ao mesmo tempo, contribuir para desafogar os canais de atendimento tradicionais do banco.

Ainda que utilizada como assistente digital no aplicativo do Bradesco, a tecnologia promete ir além da Inteligência Artificial. Uma característica comum entre o sistema da BIA e outras assistentes virtuais é a capacidade de interpretar dados de voz. No entanto, uma diferença fundamental se destaca na capacidade cognitiva do sistema implantado pelo Bradesco. Trata-se, portanto, de uma plataforma capaz de aprender constantemente a partir das informações que lhe são fornecidas. Assim, ela pode entender emoções, interpretar textos e imagens, dar respostas – como um chatbot –, ouvir sons. Tudo isso graças a ferramentas de processamento avançado, recuperação de informação, representação de conhecimento e raciocínio automatizado. É o sistema financeiro do Brasil dando seus primeiros passos numa das grandes tendências tecnológicas dos próximos anos.

 

Ilustração: iStock/monsitj
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