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Papel substitui silício na composição de transistores

Depois que as antigas válvulas dos anos 40 deram lugar a pequenos transistores de silício, revolucionando os circuitos integrados eletrônicos, chegou a vez de outra descoberta surpreender nesse campo. Ao substituir e até tornar obsoletos muitos dos suportes à base de celulose, o meio digital vem reduzindo a força dos tradicionais materiais impressos – mas uma equipe de cientistas portugueses liderada por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, da Universidade Nova de Lisboa, está mostrando que ainda pode ser muito cedo para que o papel receba uma sentença de morte. Trilhando o caminho inverso, os portugueses conseguiram substituir o silício pela celulose no processo funcional do transistor. A invenção, que utiliza também o óxido de zinco, reduz custos e oferece menor prejuízo ao meio ambiente.

Embora seja pouco provável que a tecnologia, em sua forma atual, possa acabar com chips de silício, ela deve servir de base para novas aplicações. E, desde já, a empregabilidade do transistor de papel é bem extensa, passando por embalagens inteligentes, cartões de visita, rótulos “conectados” para encomendas e até outdoors animados.

Foto: Divulgação/Universidade Nova de Lisboa
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