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Estudo sugere que escrever objetivos ajuda a atingi-los

“O ato de escrever é mais poderoso do que as pessoas imaginam”, afirma convictamente o pesquisador Jordan Peterson, do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto. Estudando desde a década de 1980 os efeitos da escrita, com experimentos que sugerem impactos positivos à saúde e à produtividade, ele é coautor de um recente trabalho que relaciona o registro documental de objetivos a um melhor desempenho em sua perseguição. Em outras palavras, quem coloca suas metas no papel obtém melhores resultados do que aqueles que não o fazem.

Peterson elaborou um curso chamado “Maps of meaning” (ou “Mapas de significado”, em tradução literal), no qual estudantes de graduação realizam um conjunto de exercícios escritos que combinam autoexpressão e estabelecimento de metas. Os participantes refletem a respeito de momentos importantes de seu passado, identificam motivações pessoais e fazem planos para o futuro, incluindo metas específicas e estratégias para superar obstáculos – tudo devidamente registrado por escrito.

SELF-AUTHORING

Com resultados animadores no Canadá, ao reduzir taxas de evasão e aumentar conquistas acadêmicas entre estudantes considerados “em risco”, o curso acabou ganhando uma versão compacta na Holanda. Aplicado na Rotterdam School of Management desde 2011, o experimento foi recentemente divulgado na forma de artigo científico, comparando o desempenho da primeira turma de calouros adepta do novo método – batizado de “self-authoring” – à performance das três turmas anteriores.

No geral, os estudantes submetidos à técnica melhoraram significativamente o aproveitamento e a probabilidade de seguir na faculdade. E, após dois anos, o hiato de desempenho entre diferentes grupos étnicos (com minorias compostas por descendentes de primeira e segunda geração de imigrantes) e de gênero desapareceram. Peterson acredita que a formalização escrita de seus objetivos tenha ajudado os alunos integrantes das minorias a superar a chamada “ameaça de estereótipo” – isto é, a crença absurda de que generalizações sobre o desempenho acadêmico de grupos étnicos se aplique pessoalmente a eles. Em âmbito geral, o que a pesquisa sugere é que o “self-authoring” auxilia os estudantes a entender o que realmente querem fazer. E, por conseguinte, a manter o foco.

Foto: ©iStock.com/Gajus

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